Um passo para dentro, muitos passos para o mundo: 10 anos da Lei de Cotas nas universidades públicas. Saiba como agir em defesa desse direito!





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pessoas defendem as Cotas Raciais

Em 2022, celebramos um grande marco na nossa história e uma importante conquista do Movimento Negro no país: os 10 anos da Lei de Cotas Raciais dentro das universidades públicas! Desde que entrou em vigor, a política nacional permitiu a ampliação da diversidade dentro das universidades brasileiras e, principalmente, abriu portas e possibilitou oportunidades de um futuro diferente para milhares de pessoas ao longo da última década, mudando não só suas vidas como as de seus familiares!

Mesmo assim, diante de uma sociedade pautada no racismo, apontar e reconhecer a exclusão social de pessoas negras em espaços públicos segue sendo um desafio. Entender os legados de violência deixados pela escravidão e quais as estratégias para a sua desconstrução ainda é tarefa árdua em nosso país. Sentimos até hoje, impactos profundos relacionados à dificuldade de inclusão do povo negro e, apesar de termos avançado bastante ao longo dos últimos anos, ainda temos muito a conquistar! Por isso, é necessário e urgente defendermos a continuidade da política de cotas raciais como forma de reparação histórica para a população negra!

Avançamos muito e não queremos parar agora. Temos um ano que promete intensas mudanças políticas e eleições mais polarizadas do que nunca e, apesar de todo impacto positivo que a política de cotas raciais trouxe para o nosso país, ainda corremos um risco sério de sofrer um grande retrocesso. Não vamos permitir isso! Precisamos continuar reivindicando e ocupando espaços nas universidades e institutos federais, mas precisamos da sua ajuda!

Nesse momento, uma coalização de organizações está trabalhando para garantir que a Lei de Cotas seja revisada da maneira correta e mais democrática possível. Seguiremos atentos e monitorando tudo de perto para que possamos agir contra qualquer retrocesso. E se você quiser saber em primeira mão dos nossos próximos passos e participar de ações em defesa da Lei de Cotas Raciais nas universidades, é só se inscrever no formulário ao lado.







DESIGUALDADE SALARIAL ENTRE BRANCOS E PRETOS

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2018, uma grande desvantagem se aplica ao ganho mensal de cada raça ou cor no Brasil. Os números apontam que o rendimento médio mensal da pessoa ocupada preta ou parda gira em torno dos R$1.608 contra os R$2.796 das pessoas brancas. Fonte: IBGE Educa
REPRESENTAÇÃO POLÍTICA

Na representação política, os pretos e pardos também ficam muito atrás dos brancos, com apenas 24,4% dos deputados federais eleitos em 2018 tendo se declarado negros. Entre os deputados estaduais, o número sobe para 28,9% e, entre os vereadores eleitos em 2016, o índice sobe, com 42,1% tendo se declarado preto ou pardo. Fonte: Agência Brasil
AUMENTO DE PESSOAS NEGRAS E PARDAS NAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a proporção de pessoas pretas ou pardas (que compõem a população negra) cursando o ensino superior em instituições públicas brasileiras chegou a 50,3% em 2018. Apesar desta parcela da população representar 55,8% dos brasileiros. Fonte: Agência Brasil



400 ANOS DE ESCRAVIDÃO

Foram 400 anos de escravidão, exploração, tortura e maus tratos. Pessoas retiradas de suas terras e suas comunidades à força, sendo transportadas como objetos para servirem de mão de obra em outro lugar e serem comercializadas. Longe de suas culturas, idiomas e religiões. Essa foi a realidade de milhares pessoas negras que viveram esse aterrorizante momento da história em nosso país. Falar sobre reparação histórica é entender o quanto o passado incomoda o presente e que, de certa forma, ainda sentimos muitos resquícios disso atualmente. Há quem pense que é um problema de outras eras, mas ainda é latente para aqueles que ainda sentem na pele o quanto a cor tem peso em diversos setores de nossa sociedade.

134 ANOS DE ABOLIÇÃO

Com apenas 2 artigos, a Lei Áurea (Lei nº 3.353/88) aboliu a escravidão no Brasil, pondo “fim” a mais de três séculos de trabalho forçado no país. Entretanto, a ideia de liberdade logo se mostrou um sonho distante. Conforme destaca a doutora em História, professora e integrante de Maria Mulher - Organização de Mulheres Negras, Lúcia Regina Brito Pereira, após a abolição, as pessoas não tinham empregos decentes, não podiam ir à escola, os trabalhos eram sempre os menos remunerados. De acordo com ela, isso impediu que se tivesse um crescimento igualitário junto a outros grupos que contrariamente foram contemplados com terras, trabalho e crédito. Até hoje, a ausência de medidas eficazes de reparação faz com que essa parcela da população — 56,10% dos brasileiros se declaram negros — ainda continue social e economicamente atrás de outros grupos. Fonte: Brasil de Fato





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